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terça-feira, 5 de julho de 2011

Capacidade de Produção de Biodiesel no Brasil
Quando o assunto é biocombustíveis, o Brasil mais uma vez se destaca no cenário internacional. A participação de fontes renováveis na matriz energética do país é 45,9%, enquanto que no mundo é de apenas 12,9%. Uma das vantagens competitivas é a potencialidade de produzir simultaneamente alimentos e energia, o que o diferencia de outros países.

Biocombustíveis no Tocantins

“O Tocantins está pronto para oferecer biocombustíveis ao mundo, sem derrubar nenhuma árvore para plantar matéria-prima e sem desvirtuar as terras que hoje são utilizadas na produção de alimentos.Para isso, a cana-de-açúcar que serve de matéria-prima ao etanol e as oleaginosas dos biocombustíveis são plantadas em áreas de pastagens degradadas. São 5 milhões de hectares de pastagens, que já começam a receber investidores, que promovem a recuperação do seu solo e o plantio das novas culturas.
A ocupação destas terras está prevista no estudo “Rota do Álcool”, elaborado pelo Governo do Tocantins. A projeção para os próximos 10 anos é de instalar 24 usinas de etanol (600 mil hectares) e 20 usinas de biodiesel (200 mil hectares) nestas áreas.

Produção atual

Atualmente, o Tocantins conta com duas usinas de biodisel em funcionamento (Brasil Ecodiesel e Biotins Energia) e três em instalação, utilizando o pinhão-manso e a mamona como matéria-prima. Com isso, em menos de dois anos, o Tocantins já alcançou uma das maiores áreas contínuas do Brasil dedicadas ao cultivo de pinhão-manso. Outras opções de oleaginosas que se destacam para a produção do chamado “combustível limpo” são a soja, o girassol, o amendoim e o algodão.
Na área de etanol, o Tocantins possui duas usinas de cana-de-açúcar em atividade e produz também conhecimento, possuindo estudos inéditos que apontam grandes vantagens para o etanol fabricado da batata-doce.

Futuro

Com os biocombustíveis, o Tocantins está oferecendo ao mundo uma alternativa para substituir os combustíveis fósseis, mais poluentes e produzidos de matérias-primas não renováveis. Mas o estado tem condições para contribuir com muito mais. No Tocantins, o sol brilha por mais tempo, considerando a média nacional. São 2.400 horas/luz ao ano, suficientes para a produção de energia solar em larga escala. “

Biocombustíveis x Alimentos (Impactos negativos)

Até onde se pode mesmo produzir biocombustíveis sem afetar a produção de alimentos?

O mundo irá mesmo deixar de produzir alimentos para produzir combustível?

Os biocombustíveis têm alguma coisa a ver com os alimentos que compramos?
         Mais do que poderíamos desejar. No caso do álcool combustível brasileiro, a matéria-prima mais usada para a sua produção é a cana-de-açúcar, a mesma usada na produção de açúcar e seus derivados. O biodiesel utiliza soja, palma (dendê), girassol e amendoim, dentre outras.


Aumento da demanda
         É verdade que a humanidade está dividindo, hoje, parte de seu alimento com um grande concorrente que é a indústria de biocombustíveis. Pela lei fundamental do capitalismo, o da oferta e procura, como a demanda por produtos que são usados tanto em biocombustíveis como em alimentos em crescimento, os preços, destes, tendem a subir.

 Diminuição na produção de alimentos
         Os agricultores brasileiros, contagiados pela crescente demanda dos biocombustíveis por matéria-prima, têm substituído suas culturas tradicionais pelas utilizadas na produção de biodiesel e etanol. O resultado imediato é a elevação dos preços dos alimentos.

Desmatamento de florestas
         O aumento da área plantada de cana-de-açúcar poderá pressionar a atual área agropecuária brasileira no sentido da Amazônia e, conseqüentemente, ao desmatamento da floresta.
Um ano após o anúncio do aumento da demanda mundial de biocombustíveis, em 2006, estatísticas apontaram um crescimento no percentual de desmatamento da Amazônia, que há cinco anos seguia tendência de diminuição.

Biocombustíveis x Alimentos (Impactos positivos)

Os biocombustíveis têm alguma coisa a ver com os alimentos que compramos? 
         Enquanto no Brasil o álcool é feito a partir de apenas dois terços da área de cana-de-açúcar plantada, nos EUA o bioetanol é feito basicamente de milho, apesar do balanço energético muito menor desta cultura na produção de biocombustíveis em relação à cana (1:1,4 do milho; 1:8,5 da cana).
No caso do biodiesel, apesar de estarmos produzindo basicamente a partir da soja, temos feito investimentos em pesquisas de culturas que em nada, ou em muito pouco, se relacionam com a alimentação humana como a mamona, macaúba, palma (dendê), algodão (caroço), Pinhão manso dentre outras.


Aumento da demanda         
       Pela esta mesma lei do capitalismo, os preços podem subir tanto para um mercado quanto para o outro. Se houver mais demanda de um lado, haverá uma elevação no preço do outro, até o equilíbrio do mercado.


Diminuição na produção de alimentos         
         Esta euforia inicial dos agricultores brasileiros de substituição de culturas tradicionais pelas utilizadas na produção de biodiesel e etanol, é muito natural. O resultado imediato é a elevação dos preços dos alimentos, mas, a longo prazo, a tendência natural do mercado é o equilíbrio destes preços em patamares bem mais realísticos que os deste inicio.


[Biodiesel+0041.jpg]
Desmatamento de florestas         
         O crescimento no percentual de desmatamento da Amazônia, que há cinco anos seguia tendência de diminuição, nada tem a ver com o aumento da área plantada de cana-de-açúcar. A área de cana-de-açucar brasileira tem crescido principalmente sobre terras degradadas, antes ocupadas pela bovinicultura.
Devemos ressaltar, ainda que as áreas ocupadas com gado, hoje, no Brasil perfazem um total de próximo de 220 milhões de hectares com um rebanho de aproximadamente 200 milhões de cabeças, dando uma ocupação (densidade) de 0,9 cabeças/ha de media nacional, o que é muito baixa. Porém, em São Paulo, já ultrapassa 1,2 cabeça/ha. Se esta media nacional passar para 1,4 cabeça/ha, por exemplo, haveria uma liberação de mais de 40 milhões de ha de pastagens, ou seja, 8 vezes a área atual ocupada com cana para álcool.



(Leia mais em: http://biocombustiveis-brasil.blogspot.com/2008/05/biocombustveis-x-alimentos-2.html)

Bioenergia

         O mercado da bioenergia está crescendo rápido em todo o mundo. Bioenergia é a energia gerada apartir de material vegetal (biomassa, que pode ser transformada em energia através de combustão, gaseificação, fermentação, ou produção de substâncias líquidas).

Combustão – A combustão da biomassa libera calor e pode gerar eletricidade;
Gaseificação – É a conversão de biomassa em combustível gasoso;
Fermentação – É a desintegração da biomassa por uma bactéria anaeróbica para formar uma mistura de metano e dióxido de carbono.

         A energia é durável e renovável, no sentido de que toda a energia obtida da biomassa veio de processos biológicos que aproveitaram a energia solar. Essa energia se não aproveitada pelos humanos acaba retornando ao ambiente através da digestão e da putrefação das plantas.
A bioenergia é muito importante. Ela garante a disponibilidade de energia nos próximos séculos, contribui para a redução de CO2 na atmosfera e consequentemente a redução do efeito estufa, torna o lixo inevitável em lixo útil, é mais barata no ponto de vista econômico, reduz a importação de energia entre outros.
Dependendo da técnica utilizada, a bioenergia pode ser transformada em eletricidade, calor e combustíveis.